elfinho

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Ontem, surpresa: Elfinho tinha saído na noite anterior de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro. Acordei cedo com a batida dele na minha porta.

Um abraço.

Eu sintonizei pra ele na rádio Itatiaia online. Ele já chegou com o pão, se virou com o fogão novo e fez o café. Eu acordei, sentamos e ele perguntou da minha rotina. Depois fui pro trabalho, enquanto ele começou: arrumar minha descarga, tapar os buracos falhos de massa na parede, pregar novamente o rodapé, limpar o chão manchado de tinta à óleo branca com água raz e esponja de aço, lavar as louças, sugerir a mudança do fogão para a mesa maior, me levar pra almoçar no Point da Praia, encher o colchão inflável, comer manga palmer, agulhar a insulina, encher o Marmita de frutinhas escondido, me olhar nos olhos, varrer a casa, me fazer descobrir que o sinal da Globo tá liberado na internet, pedir um pano de chão e finalmente, tomar uma cerveja com fritas, de novo, no Point da Praia. Sentamos.

Na mesa, era noite e ele disse, como se não tivéssemos idades marcadas pela responsabilidade de dar conta de tudo, que eu sempre poderia contar com ele. Fomos pra casa. Antes de dormir queria listar os afazeres do próximo dia em que teria mais a produzir aqui pelo meu lar, segundo ele. Eu insistia, “vai à praia, pai”, mas quando voltava do trabalho, ele não havia nem saído de casa, estava “arrumando” mais coisas. Ele tem dessas delicadezas, de olhar para a casa das pessoas como um pouco delas mesmas e colar um pedacinho qualquer em desassossego..

Noutra noite, vimos “tv aberta no notebook” juntos, coisa que faço apenas com ele. A novela, o jornal, começou o jogo. E então, eu consegui o que estava difícil há três meses, dormir rápido, só deitei. Mais tarde, 1:30 da manhã, acordo sem querer e o vejo assim. Deitado sobre os próprios braços, o papel do dia seguinte na mesa, com a lista, os tópicos, a caneta na mão. Parei. Quis ter este momento comigo, peguei o celular e tirei esta foto. Depois, foi minha vez de levantar e dizer, “pai, vamos pra cama”.

Hoje é aniversário dele e eu observo essa sensação de paz que ele passa, não apenas a mim. Recebeu mensagens o dia todo! Pai, sua simplicidade sempre me ensina, sempre me mostra por onde ir. Acabo de deixá-lo na rodoviária, mas não sem antes ele fazer questão de me deixar no ônibus de volta mesmo confiando em mim para também fazer isso sozinha quando preciso. O cuidado das pequenas coisas, que chega doce quando vem dele, que nunca me subestima por ser mulher quando oferece seu colo ao mesmo tempo que me ensina a trocar a resistência do chuveiro.

Agora, cada um na sua cidade. Obrigada sempre, Elfinho.

Te amo. 

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